segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Artista que ama, é artista missionário


O homem sem nome e sem rosto, desfigurados pela lepra se aproximava Dele ao som de um sino que não parava de tocar, preso ao seu pescoço. O cheiro das feridas era seu perfume e a dor de passadas rejeições e preconceitos a roupa que vestia. Sob o olhar altivo do sarados o homem era tirado do anonimato inaugurando um novo tempo, onde o seu desejo de cura alcançava os braços do amor através da aproximação proibida. E o que o homem recebe? Apenas um toque que muda toda a sua vida e uma palavra: “ Eu quero ficar curado”.

Descubro à cada dia que a melhor forma de resolvermos as complexidades do mundo é o amor. Se desdobrar em partes para que os outros se completem, romper preceitos que geram preconceitos, deixar-se conduzir pelo cordão da ousadia para se chegar ao amor.

Jesus era Mestre na arte do amor e sua presença criava cenários de restauração, iluminava o chão da existência de quem estava nas esquinas da vida, nos becos do abandono, sua presença devolvia a arte de viver roubada àqueles que tinham desistido.

O amor devolve cada pedaço roubado da existência do outro, inaugura novos desafios e declama poemas nunca ditos antes. É assim o toque de Jesus, sempre nos devolve a nós mesmos e nos ensinando que a arte mais perfeita é a do amor. No dia de hoje faça arte!

(texto retirado do blog da Cia de artes cancão nova)

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